A importância do Autoconhecimento – Mais uma vez

A importância do Autoconhecimento – Mais uma vez

A importância do Autoconhecimento – Mais uma vez 650 435 AutoGestão

Sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal!

Frequentemente me deparo com temas que me chamam a atenção na revista Você S/A. Portanto, não foi nenhuma surpresa encontrar a reportagem com o título – “Pare de se enganar” – em que o professor de Harvard, Robert Steven Kaplan, diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal. Tema nada novo, extremamente estudado, analisado, discutido, revisitado e, porque não dizer, polêmico?

Dentro da minha formação acadêmica e atuação profissional este sempre foi um tema que exigiu horas de dedicação, seja por parte de profissionais que buscam espontaneamente ou daqueles que são levados a se defrontar com o autoconhecimento através de processos como o Assessment.

O Assessment – ou avaliação de perfil – muito aplicado em executivos e gestores, tem como propósito “Conhecer primeiro para desenvolver depois”. O processo auxilia na identificação das fortalezas e armadilhas, comuns a todas as pessoas e, que somente após serem conhecidos é que permitem a ampliação do nosso autoconhecimento, como ponto de partida para o desenvolvimento.

Na prática do dia a dia utilizamos várias ferramentas/instrumentos que facilitam o trabalho neste sentido. Grande parte é baseada na Teoria dos Tipos Psicológicos de Jung, psicólogo suíço inicialmente seguidor de Freud (pai da Psicanálise), que posteriormente criou sua própria teoria. Nela deixava claro que, a partir da ampliação do nosso autoconhecimento, somos capazes de identificar o que tem mais a ver com a nossa personalidade, o nosso jeito de ser. Consequentemente teremos a possibilidade de trabalhar com aquilo que nos dá prazer e, portanto, sermos mais felizes com as nossas escolhas profissionais.

Melhores escolhas possibilitam maior performance, o que todas as empresas querem de seus colaboradores. Interessante não é? Já no início do século passado, Jung dizia o que as empresas e profissionais têm buscado incessantemente hoje – “Sabendo o que o faz feliz no trabalho, você será capaz de considerá-lo um prazer e, não somente um trabalho e, portanto, apresentar uma performance superior.”

É claro que a ampliação do nosso autoconhecimento implica em buscar desenvolvimento, pois todos nós possuímos “pontos cegos”, isto, é aquelas características/competências/ fortalezas ou armadilhas que não percebemos, identificamos em nós, mas que são percebidas claramente por outras pessoas.

O termo “ponto cego” me faz recordar a ferramenta Janela de Johari (Joseph Luft e Harrington Ingham) que data de 1955. Nela fica explicitado que todos possuem: o eu aberto (o que eu e os outros conhecem sobre mim), o eu cego (o que eu desconheço, mas os outros conhecem sobre mim), o eu secreto (o que eu conheço, mas os outros desconhecem sobre mim) e o eu desconhecido (o que nem eu nem os outros conhecem sobre mim). Buscar a ampliação do autoconhecimento pode ser muito bom e importante, mas com toda certeza, gera desconforto. Afinal, lidar com o desconhecido nunca foi fácil!

Existem formas de minimizar este desconforto, mas não de eliminá-lo. Pois é esse desconforto que vai propiciar nosso desenvolvimento e crescimento como pessoa e como profissional e, portanto, minimizar as janelas do “eu cego”, do “eu secreto” e do “eu desconhecido”.

Além desses instrumentos, existe uma imensidão de outras ferramentas trabalhadas em consultoria de carreira, programas de desenvolvimento e transição de carreira. Sugiro alguns que são indicados a qualquer profissional que deseje ampliar sua auto percepção:

  1. Motivadores de Carreira: Quando nos permitimos identificar os nossos motivadores, por exemplo, passamos a entender um pouco melhor o que nos faz levantar da cama cedo pela manhã com o “brilho” nos olhos.
  2. Valores: Quando entendemos os nossos valores identificamos o que é importante para nós neste momento de vida, e compreendemos porque nos sentimos alinhados ou não a organizações nas quais já trabalhamos ou desejamos trabalhar.
  3. Matriz SWOT: Quando construímos a nossa matriz de Fortalezas, Armadilhas, Oportunidades e Ameaças, temos mais clareza sobre os movimentos profissionais que precisamos realizar.

E, quando conseguimos reunir tudo isso estabelecemos os passos para o nosso Planejamento de Carreira. Um processo de Aconselhamento Profissional pode ser o suporte necessário para essa reflexão.
Em paralelo a todas essas questões caminha o processo de mudança! Ao longo da nossa carreira quantas mudanças experenciamos?

Rapidamente, o mundo muda, as organizações mudam, se reinventam e, exigem de nós, a adaptação constante. E, nós como pessoas mudamos, nos questionamos, enfrentamos períodos de grande motivação ou não, de grande produtividade ou não.

Quando isso acontece é preciso parar e resgatar os nossos melhores momentos, o que nos deixou mais felizes quando trabalhávamos, o que alimentou nosso engajamento a uma causa, a um projeto, a uma empresa?
Estar disposto a fazer este exercício com maturidade e assertividade propicia o desenvolvimento, fundamental para o sucesso profissional.

E, você, o que pretende fazer para estar em constante desenvolvimento?